COMITE NACIONAL DO SETOR DE BONÉS DISCUTE MERCADO NA EXPOBONÉ 2008
O Comitê Setorial do Setor de Bonés, criado no final do ano passado por iniciativa da ANIBB – Associação das Indústrias de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares, e ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil, esteve reunido durante a Expoboné 2008 – Feira Nacional dos Fornecedores do Setor de Bonés, Camisetas, Brindes e Similares, que está sendo realizada até amanhã, 6, em Apucarana, norte do Paraná, cidade que concentra o maior arranjo produtivo de bonés do país, para discutir estratégias de crescimento das empresas do segmento no mercado nacional.
As entidades esperam para este ano a aprovação na Câmara dos Deputados Federais do projeto de Desenvolvimento de Uniformes para a Rede Pública de Ensino em todo o país, prevendo a entrega de kits de uniformes escolares para 50,6 milhões de crianças das escolas municipais e estaduais do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. No kit, que engloba camisetas, bermudas, calças, meias, tênis, blusão e mochila, está também o boné. “A proposta institui a obrigatoriedade de uso de uniforme estudantil padronizado nas escolas públicas, o que confere ao aluno identidade de grupo e socialização”, enfatizou Sylvio Napoli, gerente da ABIT.
Entre os objetivos do projeto está o desenvolvimento da indústria têxtil e da confecção nacional. “As licitações serão feitas de modo a não deixar brechas para que a produção das peças seja importada. O que queremos é estimular o setor, gerando emprego e renda”, afirmou. Napoli prevê, com a produção de 50 mil kits por ano, a geração de 425 mil empregos. “Se considerarmos um custo médio de R$ 70,00 o kit, a movimentação das indústrias no ano somente com os uniformes será de R$ 3,5 bilhões”, destacou.
Para o setor produtivo do boné, a iniciativa representa um grande estímulo à industria. “Serão mais de 50 milhões de bonés ao ano que irá fortalecer o setor nacional”, salienta o presidente da ANIBB, Valdenilson Vado da Costa. Em Apucarana, eleita a capital do boné por concentrar o maior arranjo produtivo do setor no país, a expectativa é que os uniformes possam movimentar na cidade mais de R$ 1 bilhão. “No Comitê Setorial estamos discutindo ações importantes como a criação do Selo “QUAL” de auto-regulamentação do setor com o intuito de qualificar as indústrias para atender às novas demandas do mercado”.
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