Expoboné 2010 - Feira de Máquinas, equipamentos, bonés, kepes, gorros, camisetas, aviamentos e acessórios

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15/03/2010 - 17:43:23

Dinâmico e bem organizado, setor de bonés espera retomar crescimento em 2010 - Parte II

 "Boné é estar presente na cabeça das pessoas, é moda e é a personalidade que cada um quer vestir” - Rodrigo Fernando Begalli, diretor comercial da Bonelli Bonés

Mão de obra e Tecnologia

Um dos indicadores de que o setor já reage positivamente após a crise, retomando o ritmo de produção, também traz consigo um caráter negativo: a falta de mão de obra qualificada. Desde o início deste ano o segmento tem um grande número de vagas sobrando na Agência do Trabalhador, em diversas áreas de atuação como corte, costura, serigrafia, bordado e acabamento. Rodrigo Fernando Begalli, diretor comercial da ‘Bonelli Bonés e Camisetas’, diz que a empresa, que possui 280 funcionários (diretos e indiretos), sempre enfrentou esta dificuldade. “Freqüentemente treinamos os funcionários internos e os remanejamos a outros departamentos”, comentou. “A produção de bonés é muito artesanal, chega a ter 18 operações em uma só peça. Um boné, sem marca, demora até cinco minutos para ser finalizado, isso contribui ainda mais para a falta de mão de obra”, complementa Vado Costa.

Além da busca por profissionais qualificados as empresas têm investido constantemente na capacitação do quadro de funcionários devido à inserção de novas metodologias no processo produtivo. “Temos hoje os mesmos equipamentos utilizados pela China e pela Corea para o corte a laser, bordados e costuras, tudo de última geração”, afirma o presidente da ANIBB. “Os investimentos em tecnologia são constantes em todos os setores de nossa empresa”, diz Fernando Begalli. “Hoje utilizamos tecidos com bio-polimento, malhas ramadas e fio penteado de alta qualidade, além de realizamos também o amaciamento de bonés com um toque diferenciado por meio de nossa lavanderia industrial. Produzimos 100 mil bonés e 80 mil camisetas ao mês”, conta o empresário.

Já a recuperação nas empresas menores virá de forma mais lenta. Márlon Falleiros Nolli, gerente administrativo da ‘Bunnet Confecções’, indústria que fabrica exclusivamente materiais promocionais, diz que os investimentos em tecnologia estão, no momento, em “stand by”. Com 14 anos de existência, 28 funcionários e produção média mensal de 50 mil peças, a empresa teve queda nas vendas em 25% no ano passado e espera em 2010 crescimento de 20%. Apesar de não possuir investimentos previstos no curto prazo, a fábrica também emprega tecnologias diferenciadas em seus artigos. “A maior novidade é o tecido feito de garrafas PET. Utilizamos no boné 85% de tecido plano em algodão e 15% de tecidos em poliéster e poliamida”, informa Nolli.

Fonte: ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

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